Publication: Da palavra plural à verdade nómada : algumas notas em torno do aforismo em Casimiro de Brito.
Authors
Gil Soeiro, Ricardo
item.page.secondaryauthor
item.page.director
Publisher
Universidad de Murcia, Servicio de Publicaciones.
publication.page.editor
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DOI
https://doi.org/10.6018/ER.570121
item.page.type
info:eu-repo/semantics/article
Description
Abstract
This article aims to provide a preliminary analysis of the aphoristic production
of the Portuguese writer Casimiro de Brito (1938-) as an emblematic example of a writing
ability to multiply points of view and forge ‘untimely considerations’ about the self and
the world. Calling upon dialogue whenever relevant with a variety of thinkers who have
focused on the problem of the fragmentary writing (F. Nietzsche, J. Derrida, M. Kundera,
E. Canetti), the following corpus of analysis will be privileged: Arte da Respiração (1988),
Da Frágil Sabedoria (2001) and Apoteose das Pequenas Coisas (2016) – which we call the
triptych of incompleteness, as each of these volumes reveals itself as a vibrant testimony
of an openness to the experience to-come (à-venir, J. Derrida), providing us a glimpse of a
thought of intermittency. The article thus seeks to fill a crucial gap within the studies on the
Casimiro de Brito’s work, shedding some light on his so far overlooked aphoristic writing.
O presente artigo visa empreender uma análise preliminar da produção aforística do escritor português Casimiro de Brito (1938-) como um exemplo emblemático de uma capacidade de escrita em multiplicar pontos de vista e em forjar considerações intempestivas sobre o Eu e o mundo. Convocando diálogo, sempre que pertinente, com uma diversidade de pensadores que se debruçaram sobre a problemática do inacabamento da escrita (F. Nietzsche, J. Derrida, M. Kundera, E. Canetti), privilegiar-se-á o seguinte corpus de análise: Arte da Respiração (de 1988), Da Frágil Sabedoria (de 2001) e Apoteo das Pequenas Coisas (de 2016) – que apelidamos de tríptico da incompletude, pois cada um destes volumes se revela um vibrante testemunho de uma abertura ao porvir, deixando entrever um pensamento da intermitência. O artigo pretende, com efeito, preencher uma lacuna nos estudos sobre a obra de Casimiro de Brito, lançando alguma luz sobre a sua produção aforística, até aqui algo negligenciada pela crítica.
O presente artigo visa empreender uma análise preliminar da produção aforística do escritor português Casimiro de Brito (1938-) como um exemplo emblemático de uma capacidade de escrita em multiplicar pontos de vista e em forjar considerações intempestivas sobre o Eu e o mundo. Convocando diálogo, sempre que pertinente, com uma diversidade de pensadores que se debruçaram sobre a problemática do inacabamento da escrita (F. Nietzsche, J. Derrida, M. Kundera, E. Canetti), privilegiar-se-á o seguinte corpus de análise: Arte da Respiração (de 1988), Da Frágil Sabedoria (de 2001) e Apoteo das Pequenas Coisas (de 2016) – que apelidamos de tríptico da incompletude, pois cada um destes volumes se revela um vibrante testemunho de uma abertura ao porvir, deixando entrever um pensamento da intermitência. O artigo pretende, com efeito, preencher uma lacuna nos estudos sobre a obra de Casimiro de Brito, lançando alguma luz sobre a sua produção aforística, até aqui algo negligenciada pela crítica.
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Citation
Estudios románicos, V. 33, 2024, p. 353-361.
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